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Falta de medicamento na FEME preocupa pacientes no Maranhão

Falta de Somatropina na FEME preocupa pacientes no Maranhão Pacientes do Maranhão relatam dificuldade para conseguir a somatropina na Farmácia Estadual de Me...

Falta de medicamento na FEME preocupa pacientes no Maranhão
Falta de medicamento na FEME preocupa pacientes no Maranhão (Foto: Reprodução)

Falta de Somatropina na FEME preocupa pacientes no Maranhão Pacientes do Maranhão relatam dificuldade para conseguir a somatropina na Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (FEME). Em meio ao desabastecimento, famílias têm recorrido a ligações e mensagens para tentar saber quando o medicamento estará disponível. A somatropina é a versão sintética do hormônio do crescimento humano. O medicamento é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, no Maranhão, distribuído pela FEME. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Entre os pacientes estão crianças com síndrome de Prader-Willi, uma doença genética que provoca fraqueza muscular e compromete o desenvolvimento infantil. Nesses casos, o medicamento não atua apenas no crescimento. Ele também contribui para o desenvolvimento da musculatura, da força e da mobilidade, fatores essenciais para a qualidade de vida. As últimas doses entregues às famílias garantem apenas mais alguns dias de tratamento. A incerteza sobre a próxima remessa preocupa pais e responsáveis. Falta de medicamento na FEME preocupa pacientes no Maranhão Reprodução/ TV Mirante “É a falta do medicamento, que já está há dois meses em falta. Ele não pode ficar sem essa medicação para ganhar massa magra, ter mais agilidade e desenvolvimento, porque é uma criança altamente hipotônica”, relatou uma mãe. O tratamento com somatropina é contínuo e as doses são definidas de acordo com o peso e a necessidade de cada paciente. A aplicação é diária e pode ultrapassar R$ 200 por dose. Quando o uso é interrompido, os resultados do tratamento podem ser prejudicados, especialmente durante a fase de desenvolvimento. A suspensão por semanas ou meses pode reduzir ou até interromper a velocidade de crescimento. Durante essa fase, o corpo da criança segue em desenvolvimento e os ossos continuam amadurecendo. A interrupção, segundo especialistas, representa perda do estímulo necessário nesse período. No Maranhão, 14.191 pacientes estão cadastrados para receber a somatropina pela FEME. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o desabastecimento ocorreu devido a problemas no fornecimento do medicamento pelo Ministério da Saúde. A SES informou ainda que uma nova remessa deve chegar ao estado no dia 13 de junho, com distribuição aos pacientes prevista até 2 de julho. O Ministério da Saúde informou que vai encaminhar mais de 181 mil doses de somatropina ao Maranhão, do tipo 12 UI. Segundo a pasta, a quantidade é suficiente para atender à demanda por cerca de cinco meses. Sobre a dosagem de 4 UI, o ministério afirmou que a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão não realizou o pedido para o segundo e terceiro trimestres deste ano.